Thursday, December 9, 2010

Quanto vale uma boa história?

Sei que prometi que iria postar sobre filmes, peças de teatro, exposições...
Mas realmente me falta tempo para compartilhar aqui uma resenha descente sobre o que tenho "consumido".

Hoje, só resolvi escrever porque fui movida por um único objetivo: explicar qual é o meu trabalho.
Às vezes, tenho a impressão de que algumas pessoas não entendem o que eu faço. Explico na maior empolgação que sou roteirista e desenvolvo roteiros para apresentações, mas ao fim da conversa tenho a sensação de que sempre fica um monte de ?????????? no ar...rsrs...

Esta semana, saiu uma reportagem na Revista Exame que traduz exatamente o meu trabalho, por isto, resolvi compartilhar.

A matéria mostra que cada vez mais empresas descobrem que contar boas histórias - um novo conceito, conhecido como storytelling - ajuda a vender produtos, inspirar funcionários, engajar pessoas em projetos...

A estratégia parece um pouco bizarra, mas o fato é que grandes empresas tem nos procurado para ajudá-los a transformar apresentações chatas e complexas, em um instrumento de gestão!

Há quem aponte o powerpoint como culpado pela má apresentação, mas fazer isto é o mesmo que culpar uma TV por uma propaganda ruim. O problema não é do veículo, mas sim das pessoas que não sabem fazer o seu melhor uso.

Quando inicio um trabalho de desenvolvimento de roteiro, minha primeira tarefa é fazer a reunião de briefing. Meu desafio é entender a necessidade do cliente e ajudá-lo a identificar as mensagens principais que precisa transmitir.

Sendo assim, a criação de uma boa apresentação começa no Word ou em uma folha de papel em branco. O primeiro passo é criar o roteiro.

Ao se fazer um filme, antes de começar a gravação das cenas é preciso criar o script, que, muitas vezes, pode utilizar de recursos como uma metáfora ou analogia para melhor passar sua mensagem.

É preciso sempre pensar a história do ponto de vista da audiência e não da empresa.
Um exemplo para ficar mais claro...

A maioria dos executivos e funcionários com quem converso sempre diz:
- Nós queremos mostrar os nossos diferenciais! Somos responsáveis, trabalhamos com excelência...blá blá blá

Lição nº 1: A audiência, ao assistir uma apresentação institucional não quer saber dos diferenciais da empresa, mas quais os benefícios os serviços/produtos vão lhe trazer. É preciso contar a história do ponto de vista do público!

Outra frase comum:
- Quero começar a minha apresentação mostrando minha Missão, Visão e Valores.
Lição nº 2: Quando um rapaz vai paquerar uma moça, por acaso ele diz: "Oi meu nome é João, eu sou responsável, bonito, respeito as mulheres..." Claro que não! O que vale é a conversa... "a história que ele conta", a forma como introduz o papo e aí "fisga" a moça.

Uma apresentação precisa ser como um bate-papo! Só asssim, é possível transformar um emaranhado de informações em uma apresentação compreensível e criativa!

Construir a história, que deve fugir dos famosos “quem somos”, “missão”, “visão”, “valores” etc e trazer todo esse conteúdo em uma narrativa inteligente e envolvente – e claro, com uma linguagem adaptada para as diferentes audiências.

Hoje, a SOAP atende mais de 700 clientes e já produziu mais de 7000 apresentações.
Empresas de diversos segmentos: bancos, varejo, governo, automobilístico, agências de comunicação, TVs, etc...

Para nós, as apresentações são uma mídia. Se um filme ou uma novela, por exemplo, contam com elementos como impacto, diferenciação e emoção, por que uma apresentação não pode contar com o mesmo e entreter sua audiência?

Este é meu trabalho como roteirista! Atrair, envolver e conquistar a audiência durante uma apresentação. Meu desafio é contar uma boa história a cada dia.

11 comentários:

Vanessa Trotta said...

Nossa Lê, muito bacana! Acredito que cada trabalho deve ser um desafio, por causa da criatividade... Mas o talento como comunicadora que ajuda nessas horas né?
Sucesso!!!
Bjos!

Alê said...

Oi Vá!

Obrigada!
É legal a beça e eu "curto" bastante!

Branquinho said...

Ocê trabáia em que a final de contas? No fim, fiquei cumonte de ???????????????????????? na cabeça!

Flávia Redivo said...

Senhora Alessandra "tá boa?" da Silva:

As boas histórias estão para a SOAP assim com o pão de queijo está para você: a coisa mais importante do MUNDO! Vamos valorizá-la!

Parabéns pelo texto e pelas ótimas histórias que você conta diariamente!

Bjs,

Redivo

Lê said...

Oi Branquinho!
Trabaio no memo que ocê uai!

rsrs...

Anonymous said...

"Paracicabano é sujeito de paz..."
REDIVO!
Você é uma amiga querida!!!
obrigada pelo comentário!
Bjs!!!

Cliente da Ale said...

Ainda estou aguardando a "história" que ficou de me enviar ontem. Quer dizer q vc passa o tempo postando no blog ao invés de trabalha?

actsdeia said...

Parab'ens. Seu post parece um roteiro. Vai inspirar muita gente.
Bjs

Gustavo Penna said...

Agora terei que trazer duas maçãs.

Nathanael Junior said...

Oi Alessandra adorei sua postagem sobre "quanto vale uma boa historia" gostaria de saber se aplica a site de Internet com conteúdos diversos em relação às noticias e historias das atualidades e ponto de vista pessoal. Abraços.
Junior

Alê said...

Oi Junior!

Obrigada pelo comentário.

Na minha opinião se aplica sim.
Para desenvolver conteúdo para um site é fundamental pensar do ponto de vista do público: o que vai despertar interesse, que benefícios ele busca ao procurar os produtos e serviços da empresa dona do site, etc...

Também acredito que sites que "contam história" são muito mais interessantes. Por exemplo, este da www.bohemia.com.br que conta como uma cerveja é fabricada.

Não gosto de cerveja, mas temos de admitir que a forma como eles exploraram o assunto ficou interessante e lúdica.